terça-feira, 4 de junho de 2013

"Ler sempre foi o desafio para um menino curioso e peralta, que no meio de tamanha ansiedade e curiosidade perdia as entrelinhas e reler tornou-se um hábito constante para a vida.
As entrelinhas começaram a brilhar do fundo dos olhos quando nas missas, aquelas narrativas e historinhas simples de um velho padre acariciavam sua alma. Ali elas gritavam de ansiedade e calavam porque a Palavra basta como um toque ou um brilho bem sutil!
Outrora seu pai no sofá da sala também tinha como companheira uma pequena missiva de aventura, entre o cavaleiro do Velho Oeste e bandidos malvados. E comentava! E ria de tudo aquilo como se fosse real! E contava para o menino que buscava entender se aquelas entrelinhas estavam mesmo recheadas de Amor. O Amor, um toque ou um brilho bem sutil!
Foi procurar o rabo do gato no sapo e viajou na viola. Conheceu o castelo interior e perdeu-se em espelhos. Tomou uma coca com a Macabéia, encontrou grandes esperanças e quem sabe também não crispou uma barata!
Envolvido pela palavra hoje o adulto reconhece que as entrelinhas não estavam perdidas, apenas buscavam repouso no seu coração."
Sou Arilson e trabalho com os encantamentos da palavra já faz algum tempo.
Uma palavra bem dita é bendita, pega carona na emoção e encanta o coração.