sexta-feira, 7 de junho de 2013

Que coisa mais fofa esta tirinha do Armandinho



"... invisível a olho nu."
Intermitências:
Inusitado nutriente!
Reprodutora feminina,
Madura de imaturas!
Ovalado, Oval
Ovacionado:
O ovo.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sou leitor

Sou hoje muito mais do que era ontem. Um caminho sem volta, nunca poderemos ser o que éramos ontem, uma vez vivido o conhecimento, não se pode voltar à ignorância. As experiências vão nos fazendo mais do que éramos antes de vivenciá-las.  Nossas experiências com leitura e escrita ao longo de todos os anos vividos, são responsáveis pelo leitor que somos hoje.
Tive sempre o prazer de conviver com a leitura, uma casa simples, mas que contava mensalmente com as revistas Família Cristã e uma coleção de enciclopédias com dez volumes que eram compartilhadas por quatro meninas (uma escadinha, como dizia minha mãe). Os livros trazidos da biblioteca pelas mais velhas, também acabavam sendo compartilhados, o primeiro que me lembro era o do João Bolinha. Quanta saudade ao, já adulta, encontrar um exemplar dele em uma biblioteca.  
A Biblioteca Municipal era um espaço muito frequentado por mim depois dos nove anos. Já adolescente, os companheiros inseparáveis eram os romances açucarados da Arlequim: Júlia, Bianca, entre tantos outros– cheguei a ler três em um só dia. Tudo isso não poderia dar em outra coisa, dentro das opções possíveis para minha realidade, escolhi o curso de Letras. Quantos clássicos lidos e estudados.
Toda essa vivência de leitura tornaram-me a leitora que sou hoje. Adoro ler e comprar muitos livros. É sempre um prazer compartilhar impressões sobre a leitura de um livro com outros leitores. Como professora, espero poder trazer o encantamento da leitura para meus alunos. Acredito muito que só pode falar sobre o prazer da leitura quem realmente consegue vivenciá-la. 

Dialogando com o depoimento da amiga Sandra, um belo poema de Rolando Boldrin.
A literatura da simplicidade que deixa a vida mais leve e bela!
Simplicidade de Pai,
Simplicidade de Violeiro!
    Meu pai sempre chamava nossa atenção para as letras das músicas sertanejas de que gostava e gosta até hoje, aliás, agora ele é violeiro. Acho que foi assim que passei a gostar de histórias. Além disso, quando adolescente, não podia ficar até tarde assistindo à televisão. Precisava ir dormir cedo para acordar disposta para as aulas da manhã e, como era costume, tinha o livro que a professora obrigava a ler. Lá ia eu para o quarto, ligava meu rádio (sempre adorei música) e fazia minha leitura obrigatória (nem por isso fiquei traumatizada). Hoje sou leitora, não tenho, como a Danusa Leão, um tipo de leitura de que goste mais, leio o que me indicam ou o que estou com vontade. Ler uma história me faz relaxar, viajar para outros mundos e, utilizando a definição fantástica de Rubem Alves, participo de um ritual antropofágico: sempre que leio, seja um conto ou romance, seja uma poesia, algo daquilo fica entranhado em mim.